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A família como espaço de liberdade

Segunda-feira, 24.10.11

 

Associamos a família à ideia de refúgio e protecção (pais), apoio afectivo e elos fiáveis (casal), projecção no futuro (filhos). Mas raramente nos ocorreria associá-la à ideia de liberdade.

Algum dia leram o livro de George Orwell, 1984? Ou viram o filme? É mais um desafio que vos deixo, caros Viajantes.

No livro e no filme está lá essa ideia fundamental: o espaço de liberdade individual começa no espaço exacto dos afectos, dos laços afectivos. É aí que ele deixa de estar completamente só, vulnerável, exposto à domesticação social. 

Este primeiro espaço afectivo pode ser alguém significativo que cuidou dele, ou apenas a memória de alguém que o tenha olhado com carinho, ou mesmo ainda a memória remota de canções infantis. Essa é a base possível para poder reconhecer num outro alguém a possibilidade de construção de laços fiáveis, espaço onde mais ninguém pode entrar, esse mundo invasivo e manipulador.

Os tempos que vivemos actualmente, no país e na Europa, não são assim tão distantes desse lugar opressivo do 1984 de Orwell, estamos lá perto. Daí a importância da família-espaço de liberdade, dos afectos-espaço de liberdade, da amizade-espaço de liberdade, do respeito por si próprio e pelos outros-espaço de liberdade.  

 


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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 19:58








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